REINSERÇÃO SOCIAL DO CRIMINOSO

 

A reinserção social do criminoso é feita através da intervenção de instituições como o IRS (Instituto de Reinserção Social).

Este instituto apoia o criminoso em diversos níveis: psicológico, jurídico, social e emocional, antes e durante o julgamento.

Antes e durante do julgamento, esta instituição proporciona apoio não só a nível emocional e psicológico, mas também jurídico, para que assim a pena que o juiz decide, seja a mais correcta.

Após o julgamento, no caso de penas cumpridas com trabalhos comunitários, estas instituições encarregam-se de tentar inserir o criminoso da melhor maneira, tentando fazer com que este, apesar do crime cometido, seja aceite na sociedade.

Dentro das prisões, também é feita reinserção social, através de aulas dadas por professores que se dirigem às prisões com o propósito de estimular os delinquentes para aprenderem e quererem tirar um curso, para quando saírem da prisão, possam ter um futuro melhor.

Existem trabalhos, dentro e fora das prisões, em que os delinquentes ganham dinheiro para quando voltarem a ser inseridos na sociedade, a habituação não seja tão difícil.

Outra iniciativa nas prisões, de modo a estimular os delinquentes, é a ocupação dos seus tempos livres, criando cursos de teatro, e de outras actividades, como desporto, música, artes plásticas, entre outros.

Quando estes são libertados, as instituições prestam apoio de modo a reinseri-los na sociedade, arranjando-lhes emprego e habitação, de modo a recomeçarem a sua vida.
Este apoio dado pelas instituições é financiado e proporcionado pelo Estado, que também ajuda a reinserir os delinquentes.

A Reinserção dos delinquentes na sociedade é um processo muito complicado porque, em alguns casos os delinquentes têm tendência para voltarem a cometer crimes, mesmo sabendo que isso os vai prejudicar, ou porque estes muitas vezes não querem ser ajudados e fazem de tudo para não o serem. Também porque a sociedade de hoje em dia, em nada favorece a sua reinserção, pois a discriminação e o preconceito é cada vez maior, o que dificulta a obtenção de uma habitação e de um emprego, porque ninguém quer morar ao lado de alguém que tenha cometido um crime e ninguém quer dar trabalho a alguém que tenha cadastro.

Bibliografia:

Polícia e Justiça III Série Família, Violência e Crime – mulheres na prisão…percursos em família (Rui Abrunhosa Gonçalves e Mónica Lopes)
Entrevista com a Dr. Margarida Goulão (Chefe da Divisão de Prevenção, Programas e Equipamentos do Instituto de Reinserção Social)
Entrevista com a Dr. Ana gaio (Professora no Estabelecimento Prisional de Lisboa)

Texto elaborado por Marta Cabrita

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